Ciclo do Ouro é tema em questões do ENEM e Vestibulares

Em 1729, no Arraial do Tejuco, foram encontrados diamantes. Três foram os sucessivos regimes de extração diamantífera. A princípio, adotou-se para os diamantes o mesmo sistema que valia para o ouro: o regime de livre extração com pagamento do quinto. Entretanto, como era bastante difícil calcular e separar o quinto dos diamantes, pois eles eram diferentes uns dos outros, em qualidade e tamanho, determinou-se a demarcação da região do Tejuco com o nome de Distrito Diamantífero. A partir de então, foi adotado o regime de "intendentes", pelo qual o privilégio de exploração era concedido a um pequeno número de pessoas, que pagava à Coroa uma soma fixa anual pelo direito de exploração. Em 1771, institui-se a "Real Extração", levada a  efeito por uma repartição pública denominada Junta da Administração Geral dos Diamantes, diretamente subordinada a Lisboa. Apesar  do rigoroso controle da entrada e saída de pessoas, o Distrito Diamantífero foi sede  de constantes atividades de contrabando. Além de no Tijuco, alguns estoques diamantíferos também foram achados em Jequitinhonha (Minas Gerais); nos rios Pilões e Claro (Pará); sudoeste da Bahia e Mato Grosso.

A decadência do ciclo diamantífero, mais ou menos na mesma época da do ouro, foi agravada pelo fato de Portugal ter lançado grande quantidade de pedras no mercado mundial, desvalorizando seu preço.

O impacto do ouro brasileiro na economia mundial

Como Portugal adquiria da Inglaterra praticamente todos os bens manufaturados que consumia, enorme era seu déficit na balança comercial. Para saldar suas dívidas, o governo português utilizou o ouro brasileiro, que, dessa maneira, acabou-se acumulando quase todo na Grã-Bretanha. Essa riqueza metálica que gerou uma grande disponibilidade de capitais, ajudou a burguesia inglesa a implantar seu parque industrial. Por essa razão, o nosso ouro foi uma das causas monetárias da Revolução Industrial britânica.